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Trela de tecido?!? Sim!

25.08.2017

Trela de tecido? Mas isso não é muito fraquinho? E não se suja? É muito giro, mas para o meu cão não dava...

 

Em 12 horas de uso, já ouvi estes argumentos todos porque tive a brilhante ideia de fazer uma trela de tecido para o meu cão. A verdade é que ele é bastante pequeno, com os seus 9,5 kg (desculpa lá a violação de privacidade) mas tem força suficiente para me arrastar e já roeu 3 trelas em 4 meses. Comecei a pensar em alternativas caseiras mais duradouras e lembrei-me de lhe costurar uma trela gira mas capaz de resistir a um uso tão abusivo.

Como adoro patchwork, resolvi fazer uma experiência com tiras de tecido costuradas, em vez de cortar apenas uma tira toda inteira. Como o menino já roeu 3, resolvi aproveitar os mosquetões, que não tiveram tempo de se estragar com o uso, como se imagina. Nota-se muito que estou um pouco zangada com esta mortalidade de trelas?

 

Além disso, é um projeto muito simples, que se completa em menos de 30 minutos e permite brincar com os tecidos que nos apetecer: não há regras e o cliente canino não vai reclamar que não gostou, de certeza absoluta. 

Comecei por tirar medidas e conclui que queria 2.5 cm de largura e cerca de 150 cm de comprimento, que é um pouco mais do que a trela anterior.

 Escolhi azul e branco porque estamos no verão e em modelo náutico, aproveitando alguns dos inúmeros retalhos que enchem o atelier. Uma das virtudes destas trelas DIY é que podemos fazer muitas e variar, como fazemos com as nossas roupas e acessórios. 

 A condição era que todos os tecidos tivessem pelo menos 10 cm de largura, sendo que o comprimento não interessa porque a ideia era fazer uma tira de 150 cm, depois de costurados os pedaços de tecido.  Quando comecei a tirar medidas, percebi que tinha tiras em excesso e resolvi eliminar as bolas, porque são de um tecido mais fino, e fica melhor se os tecidos forem mais espessos, ou pelo menos todos igualmente grossos. Esta foi a tira que resultou, ainda antes de ser cosida.

 Um truque de patchwork que adoro é a costura em cadeia: quando tenho que fazer costuras curtas em vários conjuntos de dois tecidos, coloco-os na máquina de costura uns a seguir aos outros, cem cortar o fio pelo meio. A margem de costura que deixei foi um pé de máquina de largura (cerca de 6 mm).

 O resultado foi esta tira longa:

 Como se vê pela imagem, a largura do tecido não era homogénea e foi preciso acertar, cortando tudo a 10 cm. O meu método preferido é, sem qualquer dúvida, o cortador com o tapete. É extremamente rápido e impecavelmente exacto.

 Depois, é hora de passar a ferro. as costuras podem ser abertas ao meio ou dobradas sobre o lado mais escuro. Não deve ser o lado mais escuro sobre o mais claro porque se podem tornar visíveis pela frente. Como me dá menos trabalho, costumo dobrar para o lado escuro, quando são costuras de margem pequena.

 Depois, dobro o tecido ao meio e passo, com vapor e ferro o mais quente possível. Cuidado para fazer coincidir perfeitamente as costuras horizontais, para evitar que fiquem desencontradas.

 Depois de feito o vinco central, abri de novo e dobrei em duas partes, com o vinco central a servir de limite para as bordas.

 Dobrei novamente ao meio, ficando com quatro dobras de tecido. Creio que já será suficientemente espesso e resistente para o meu terrorista das trelas.

 Ferro quente com muito vapor sobre esta tira dobrada e voltamos à máquina de costura, com alfinetes a prenderem tudo no sítio. As pontas foram dobradas para dentro antes de fazer esta dobra em quatro partes, para ficar tudo mais lbonito.

 Primeiro fiz a costura que fecha a tira, para fixar definitivamente. Depois, diz um pesponto simétrico do lado contrário, para reforçar e também por razões estéticas. Quem quiser pode também fazer mais costuras no meio, reforçando ainda mais a trela, pois as costuras tornam a peça mais rija e mais forte. Só faltava fixar a alça para a mão que segua e a alça pequena que prende o mosquetão. 

 Aqui a preocupação foi meramente funcional, com várias costuras sobrepostas e um X de reforço. Não ficou muito bonito, mas aqui foi mesmo uma escolha entre estética e funcionalidade. Ganhou a funcionalidade...

 E aqui está a minha pequena fera (não é nada, é um doce  cheio de energia), em pleno usufruto da sua trela nova. E adorou, porque é mais longa e macia do que as de compra. 

Feito em casa é melhor!

 

 

 

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